Eu,
você e o mistério. Te digo que vou escrever um texto e você
sinaliza que sim. Sim, escreve sim, bem reforçando teu riso no fim
da frase. ''Não, não fica triste’''. Sim, ei você, você mesmo,
você. Fica aqui? Cê nem sabe onde é, mas fica. Fica porque não
saber é seguro, quer dizer que, bom, quer dizer que talvez a gente se
procure. Teu olho bom de olhar, sumindo sem os óculos. Daqui você
me vê? Ei...Olha pra mim, olha agora e grita. Grita pra ver se eu
consigo entender tua língua que atravessa meio mundo pra tomar patada
do meu ego. Qualquer dia prometo que me abro, e te abraço sorrindo.
Assim, de surpresa, sabe? você chegando e eu abrindo os braços como
quem diz sim com os gestos tontos. Tortos. Com os gestos todos. Por
enquanto só consigo te dar oi forçado, e virar a cara e respirar
fundo e pensar. Como quem diz sim com as patas. As garras arranhando.
De fato, só consigo pensar, mas me obrigo enquanto você chega,
planejo alguma simpatia calculando a saudade que fica, quando você
vai embora. Nunca sei o que fazer com teu olhar bonito que vai
ficando turvo e perdido do nada, daí só quero que meu coração
faça silêncio pra poder beijar tua boca, e insistir em algo bom.
Mas, tem todo um momento que não faço ideia de como desligar os
alertas. E me vejo tão crua e inteira, que daí tudo bem. Meu corpo
descarta qualquer ameaça de morte, e te ama. Tipo esses momentos
idiotas onde te olho e começo a rir. Queria tempestade, não queria?
''Bota a mão aqui, olha, olha ..tá sentindo?'' ''Tá batendo tão
devagarzinho''. Meu coração. Meu pulso...E eu respirando tão sem
nem lembrar que o ar existe. Calma. Pode amar sim. Ninguém vai
morrer. Calma. Só que talvez o mundo pare e eu durma. Calma. Talvez
o mundo pare no meio do tumulto e eu deite, só porque você faz
surgir em mim esse troço cheio de: calma. E é bom dormir. Dormir é
a melhor coisa da vida. Dormir com um dos comandantes do cérebro
recebendo mensagens bonitinhas dizendo que não, você não mata. Daí
até te abraço, e mergulho um tiquinho em você. Mergulho esperto.
Geração das mulheres que mergulham de máscara. Morre não, viu?
Que amor não destrói. Morrer não. Viver.
Que os nossos desejos combinam.
Que os nossos desejos combinam.
Nenhum comentário :
Postar um comentário