terça-feira, 21 de abril de 2015

Paralisia


Eu quero amar meu corpo com lábia, satisfação.
Sem o ar torto indicando algo de errado..
Sem as portas trancadas.
--


Havia uma mulher em minhas mãos, e não era um sonho. Toda enrolada, e toalha molhada, cabelo pingando. O toque dócil, e o silêncio bonito de quando o mundo se encara e se escuta. Prendia o cabelo no alto, e hidratava os poros ponto a ponto. Cada canto um cheiro, cada traço, um ato. A calma do próprio carinho. O ninho quentinho das mãos permeando a calcinha rendada enfiada na bunda..

Uma mulher entre minhas mãos, e que poder, poder dominá-la. Que o tal do prazer  se intromete pelas bordas arrepiando o pé e abrindo a porta pro público ver a beleza dos pelos, e de tudo que não pôde existir.

 .....Uma mulher em minhas mãos abrindo as coxas e olhando pro teto. De bruços, intervia o ventre, e comia um pedaço de si. Gostosinha. E a calcinha enfiada no cu, já largada e rasgada. Que a bunda sonhava em ser livre.  Os gestos se engoliam, e a vadiagem clamando por força.

Lá vinha ela,

gostando de ser  nua.
gostando de estar...

Lá vinha a paz.

 Gosto mesmo é de sumir a mão pelo tecido e rir das cócegas.